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Fontes alternativas inspiram otimismo

A indústria brasileira vem perdendo competitividade acentuadamente em função do aumento das tarifas de energia elétrica, da elevada carga tributária e dos entraves socioambientais que oneram os investimentos.

Atualmente, uma das maiores preocupações da CNI na área de energia são as elevadas tarifas cobradas do setor industrial. Segundo associações, entre 2001 e 2006 o preço da energia industrial no país subiu 150%, contra variação de 45% do IPCA, o que impacta diretamente na competitividade da indústria.

A tarifa média da energia elétrica no Brasil é uma das mais altas do mundo. A explosão de encargos setoriais explica, em grande parte, o crescimento da tarifa elétrica industrial. Hoje, a tributação representa 51% do valor da tarifa.

Além de afetar a competitividade das empresas já instaladas, o alto custo da energia elétrica desestimula a entrada de novos investimentos no país. Novos investimentos também são prejudicados pelo risco de abastecimento elétrico a partir de 2011, tema debatido de forma recorrente pela indústria.

Alternativas para o setor

Ao mesmo tempo em que impõe desafios, o setor de energia no Brasil acena com boas oportunidades, principalmente no que diz respeito a fontes alternativas e à ampliação do mercado de biocombustíveis.

O Brasil utiliza apenas um terço do seu potencial hídrico. Os projetos hídricos têm dificuldade de sair do papel devido, principalmente, aos impasses socioambientais. Sem usinas de médio e grande porte planejadas, o país perde competitividade, pois a percepção de risco de abastecimento futuro se eleva. 

Neste sentido, para contribuir com o crescimento econômico do país, é preciso investir em novos projetos para geração de energia hidroelétrica e em fontes alternativas, como a nuclear e a biomassa.

Sensível a estas questões, a indústria apresenta propostas para a remoção dos principais obstáculos ao desenvolvimento, de modo a gerar crescimento e competitividade. Uma das prioridades estratégicas é incentivar a eficiência energética, garantindo o acesso a novas fontes de investimento. Outro objetivo é debater com a sociedade o desenvolvimento de novas fontes de geração e propor mudanças na legislação ambiental.


Documentos para download
Uma agenda energética para o Brasil
Decreto 4.667/2003
Cartilha Encargos Setoriais 3º edição

21/10/2009 | Produtor e consumidor querem menos encargos na tarifa de energia

Produtores e consumidores de energia elétrica de grande porte se uniram num consenso: é essencial e urgente para a competitividade da indústria e melhoria da renda do consumidor residencial reduzir tributos e encargos setoriais sobre as tarifas de energia elétrica cobradas no Brasil, entre as mais caras do mundo.

O ponto em comum foi obtido no seminário Energia: fator de competitividade para o Brasil, promovido dia 22 de outubro pela CNI e Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace), em Brasília.

“Toda a indústria está em risco com a explosão dos encargos setoriais. Desonerar tais encargos trará efeitos altamente positivos à economia”, defendeu o presidente da Abrace, Ricardo Lima.

“É fundamental a desoneração da carga tributária para não comprometer a competitividade do setor produtivo e reduzir o peso das contas de energia elétrica para o cidadão”, acrescentou o presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Antônio Neiva.

Dados da Abrace e da Abrage apresentados no seminário revelam que a carga de tributos e encargos no setor elétrico atinge 51,6% da receita das distribuidoras, um aumento de 11,5 pontos percentuais desde 2003, resultando numa elevação correspondente de tarifas de 107% no período.

Com o excesso de tributação, a tarifa industrial no Brasil sofreu aumento médio de 21,6% anuais entre 2002 e 2007, tornando-se mais alta do que em países desenvolvidos, a US$ 138 o megawatt/hora, contra US$ 84 na Alemanha, US$ 64 nos Estados Unidos e US$ 56 na França. A carga tributária brasileira de energia elétrica no consumo industrial é a mais elevada do mundo, na frente, pela ordem, de Áustria, Itália e Noruega.

Nos custos de uma conta de luz residencial no Brasil, o maior peso – 41% – é de encargos e impostos, cabendo 28% para a geração de energia, 25% para a distribuição, 6% para a transmissão. De acordo com a Abrace e Abrage, no consumo residencial o Brasil apresenta a quinta maior carga tributária mundial, atrás apenas de Dinamarca, Holanda, Noruega e Suécia.

A nova versão da cartilha Encargos Setoriais, editada pela Abrace com o apoio da CNI e divulgada nesta quarta-feira (22/10) no seminário, lista nove encargos setoriais sobre as tarifas de energia elétrica. “A maior parte dos encargos não se justifica em termos técnicos ou econômicos”, escreve na introdução da cartilha o presidente da Abrace.

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