A Rede de Centros Internacionais de Negócios da Confederação CNI organizará 52 missões empresariais prospectivas, realizará 236 seminários e cursos de capacitação em comércio exterior, além de 20 encontros internacionais de negócios. As informações são do gerente-executivo da Unidade de Comércio Exterior da CNI, José Frederico Álvares. Ele participou no dia 10 de fevereiro do lançamento da Agenda de Eventos Internacionais 2009 – Ações Coordenadas para Comércio e Investimentos.
O documento, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), contém informações sobre mercados importantes para os exportadores brasileiros e o calendário de reuniões bilaterais de comércio e missões empresarias previstas para este ano. A Agenda foi produzida com o apoio dos Ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da CNI e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Frederico Álvares explicou que as ações da CNI na área internacional buscam o desenvolvimento da cultura exportadora e a conquista de mercados para micros e pequenas empresas, alem da melhoria do ambiente interno de negócios. Para alcançar esses objetivos, a CNI mantém parcerias com instituições empresariais de outros países, como Estados Unidos, Alemanha, México e Japão. Tais acordos facilitam a troca de informações sobre os interesses empresariais de cada país, a negociação de acordos e encontros comerciais.
No segundo semestre deste ano haverá uma reunião do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, precedida de uma missão de defesa de interesses comerciais brasileiros em Washington. Entre 31 de agosto e 2 de setembro, Vitória, no Espírito Santo, será a sede do Encontro Empresarial Brasil-Alemanha. Também estão previstas as reuniões do Comitê Empresarial Brasil-México, a Cúpula Empresarial Índia, Brasil e África do Sul (Ibas) e o Fórum de Negócios do Mercosul.
A agenda internacional da CNI inclui o acompanhamento das negociações de acordos comerciais do Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) e outros países e blocos econômicos, explicou Frederico Álvares. Para ele, a articulação e a cooperação entre os agentes públicos e privados são decisivas para promover as exportações e garantir mercado para os produtos brasileiros, especialmente neste momento de retração da demanda nos principais mercados mundiais.
Segundo o secretário-executivo do MDIC, Ivan Ramalho, 2009 será um ano difícil para o comércio internacional. “A crise é grave”, completou o secretário de Comércio Exterior, Welber Barral. Mesmo diante da queda na demanda internacional, o Brasil mantém a meta de aumentar de 1,18% para 1,25% a participação nas exportações mundiais e elevar em 10% o número de micros e pequenas empresas que vendem produtos ao exterior.
Além de Ivan Ramalho e Welber Barral, também participaram do lançamento da Agenda Internacional 2009 o secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, do Ministério da Agricultura, Célio Porto, o chefe do Departamento de Promoção Comercial, do Ministério de Relações Exteriores, Henrique Sardinha, e o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Maurício Borges.
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