Os empresários brasileiros acompanharão de perto as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Na rodada de conversas oficiais, que ocorrerá de 14 a 18 de março, em Bruxelas, representantes dos industriais ficarão na sala ao lado dos negociadores. “Com isso, os empresários poderão esclarecer dúvidas e oferecer subsídios aos negociadores”, explicou a gerente-executiva de Negociações Internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Soraya Rosar.
A presença dos empresários em Bruxelas foi acertada nesta segunda-feira, 7 de fevereiro, em reunião entre a Coalizão Empresarial Brasileira e representantes do governo federal. O evento, realizado na sede da CNI, teve a participação do chefe do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Evandro Didonet, da secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), Tatiana Prazeres, e do diretor do Departamento de Negociações Internacionais do MDIC, Daniel Godinho.
No encontro, representantes de diferentes setores, como o siderúrgico, automotivo, farmacêutico, calçados, defensivos agrícolas, entre outros, discutiram benefícios tarifários, prazos e condições de redução das tarifas para facilitar o acordo comercial com os europeus. O embaixador Evandro Didonet enfatizou a necessidade da melhoria da lista de ofertas do Brasil para o avanço das negociações.
A secretária Tatiana Prazeres ressaltou a importância da articulação entre o governo federal e o setor produtivo na definição da proposta brasileira para o acordo do Mercosul com a UE. “A interlocução com o setor privado é uma prioridade do Ministério”, disse Tatiana. Essa foi a primeira reunião da Coalizão Empresarial Brasileira com a nova equipe do governo federal. Coordenada pela CNI, a Coalizão foi criada em 1996 pelo setor industrial para acompanhar as negociações de acordos comerciais internacionais.