Pensar o futuro da indústria brasileira, debater tendências e formular propostas de políticas de longo prazo são os objetivos do Observatório da Indústria, que a CNI lançou no dia 21 de outubro, no escritório da instituição em São Paulo.
No dia a dia da arena política e econômica, a CNI se posiciona em relação a todos os temas de interesse direto da indústria nacional e também da sociedade brasileira, sempre na defesa de um ambiente de negócios mais simples, mais seguro e mais competitivo. A intenção, agora, é se antecipar aos problemas, pensar estratégias para que o país cresça sustentadamente, sem sustos, e com competitividade internacional.
A CNI reunirá acadêmicos da área de pesquisa econômica que trabalharão em temas relevantes para o setor e para o país, como macroeconomia, política econômica, relações do trabalho e inovação. Os temas abordados serão sempre discutidos em seminários trimestrais e, depois da conclusão, eventualmente serão publicados em livros.
De acordo com Rafael Lucchesi, diretor de operações da CNI, a ideia é envolver mais a academia, para não ter apenas o perfil de estudos elaborados por técnicos e economistas da área industrial. "O grupo vai gerar insumos para os agentes públicos e, para tanto, procuramos analistas com diferentes pensamentos para expandir o leque de propostas", diz.
Quatro nomes já estão confirmados: Samuel Pessôa, economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), Ricardo Paes de Barros, analista do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea), João Manoel Mello, da PUC-Rio, e André Portela, economista da FGV-SP. Para Portela, é “um enorme estímulo à produção intelectual", uma vez que há posições conflitantes sobre alguns temas e esse é o ambiente para a discussão.