Os empresários brasileiros acompanham com preocupação o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul. É que, enquanto o novo sócio usufrui dos direitos e participa de todas as negociações, ainda se desconhecem os compromissos e os prazos que os venezuelanos devem cumprir como integrantes do bloco econômico.
Por isso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) mandou, na semana passada, duas cartas, uma ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e outra ao senador Tasso Jereissati, relator do Protocolo de Adesão da Venezuela na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Nas duas correspondências, os representantes da indústria destacam que ainda não tiveram acesso às conclusões do Grupo de Trabalho encarregado de definir as condições negociadas com os venezuelanos. Na carta a Tasso Jereissati, a CNI reafirma a preocupação com a possibilidade de conclusão do processo sem o detalhamento do cronograma e das obrigações da Venezuela com o Mercosul. “Consideramos que o Protocolo de Adesão não deveria ser aprovado enquanto tais condições não estejam definidas”, recomenda a carta.
Reunido na sexta-feira, 3 de abril, em São Paulo, o Conselho Temático de Integração Internacional da CNI decidiu agendar uma reunião com representantes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado para tratar do tema.